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Revolução da Impressora 3D na medicina

By 16 de agosto de 2018 No Comments

A tecnologia não para de melhorar a medicina e, consequentemente, a nossa saúde. A impressora 3D não é exatamente uma novidade, mas, com o uso dessa ferramenta, é possível alcançar melhorias inimagináveis até pouco tempo. Quanto mais recursos tecnológicos tivermos a favor da nossa saúde, maiores as chances de viver com qualidade.

Vamos ver agora como o uso da impressora 3D está, a cada dia, revolucionando a medicina e trazendo diversas inovações para melhorar os tratamentos de saúde, principalmente os mais graves!

Como funciona a impressora 3D?

A impressora 3D proporciona muitas vantagens para a medicina. Uma ferramenta que produz objetos com modelagem por fusão de depósito funciona criando o objeto camada por camada. Para que a impressora saiba como imprimir esse objeto, o desenvolvimento deste deve ser feito em um computador em modelo tridimensional.

Como a impressora 3D revoluciona a medicina?

Uma das grandes vantagens da impressora 3D para a medicina é que ela consegue materializar, da forma mais parecida possível, uma informação digital. As estruturas podem ser personalizadas com texturas, graduações, cores diversas e transparências de forma que o objeto possa reproduzir da melhor forma a sensação, o aspecto e a função das estruturas do nosso corpo.

Outra vantagem desse instrumento é a facilidade e o baixo custo. A impressora pode ser utilizada, por exemplo, para ajudar em aulas de anatomia, citologia e outras disciplinas da faculdade reproduzindo as partes de um organismo, por exemplo, o coração. Ainda é possível enviar a informação digitalizada para qualquer lugar do mundo.

Vejamos abaixo como essa tecnologia pode ser utilizada de forma prática na medicina.

Participa de diversas etapas do tratamento

Quer um bom exemplo de como uma impressora 3D pode ajudar, por exemplo, no tratamento de um problema renal? Digamos que o paciente vá a uma clínica de radiologia e faça um exame de imagem como o ultrassom.

Essas imagens podem ser encaminhadas para uma empresa que realize a digitalização e faça a impressão do órgão em 3D. Fica muito mais fácil para o especialista realizar o tratamento, especialmente o cirúrgico, com o “órgão do paciente” em mãos.

Possibilidades de órteses e próteses

Essa é uma das maiores vantagens que a impressora 3D pode oferecer e tem gerado grande expectativa nos especialistas. Aqui no Brasil essa ainda não é uma realidade, mas essa inovação já está sendo utilizada, por exemplo, em cirurgias plásticas e peças que ajudam a criar órteses e próteses tradicionais.

Em outros países como nos Estados Unidos, algumas empresas já constrem próteses em 3D. Um ótimo exemplo é o da empresa Open Bionics que fazem diversos tipos de próteses, inclusive para crianças como o braço biônico com luzes inspirado no filme Star Wars.

Além de braços e pernas, também há a possibilidade de outras partes do corpo como a traqueia. Há crianças que já contam com uma traqueia feita em 3D para ajudar a respirar.

Há ainda outras inovações como a produção de orelhas em 3D para implantes. O próximo passo é criar ossos, músculos e cartilagens para diversos problemas.

Ajuda nos tratamentos odontológicos

Além dos tratamentos médicos, os odontológicos também são beneficiados com o uso da impressora 3D e muitos profissionais já fazem uso dessa tecnologia.

Normalmente, os moldes dos pacientes são feitos com o uso de gesso. O grande problema desse material é que o molde pode não sair de acordo com o que planejado por conta de fatores como salivação e temperatura da boca. Por causa disso, o paciente, muitas vezes, precisa gastar com mais um molde, algo que também provoca atrasos no tratamento.

Com o uso de ferramentas digitais, o modelo feito para a boca é feito por meio de um software, que promove um desenho tridimensional. Este, por sua vez, pode ser utilizado para fabricar uma órtese ou prótese para ajudar na saúde do paciente.

Com a impressão em 3D o dentista consegue ter uma visão muito mais detalhada de toda a cavidade bucal, do maxilar, das raízes e também da mandíbula. Com a odontologia digital será possível realizar o tratamento de forma mais rápida, com um custo menor e com menor chance de erros.

Outra grande possibilidade no campo da odontologia são as cirurgias de reconstrução buco facial. Com o avanço da tecnologia 3D, será possível reduzir em até metade do tempo o procedimento. Além disso, o material utilizado na impressora pode ser completamente biocompatível.

Quais as pesquisas sobre o assunto?

Um estudo clínico foi realizado na Universidade de Nova Iorque pela doutoranda Nicole Wake. Dessa pesquisa fazem parte 300 pessoas portadoras de tumores de rim e de próstata. A ideia é dividir essas pessoas em dois grupos e comparar a utilização de métodos 2D tradicionais e 3D podem ajudar no planejamento antes da cirurgia.

Outra pesquisa realizada com ratos conseguiu gerar filhotes saudáveis ainda que as fêmeas tivessem ovários feitos em impressoras 3D. O hidrogel foi o material utilizado. Com isso, aumentam-se as chances de recriar outros órgãos.

Como a impressora 3D pode ajudar nos transplantes?

No Brasil, já são mais de 33 mil crianças e adultos na fila de espera por um transplante. Muitas pessoas morrem antes de receber o novo órgão já que não há quantidade suficiente dada a demanda, que é muito grande.

Nesse sentido, a tecnologia 3D está encaminhando para a produção e órgãos vascularizados que possam substituir o natural. Assim, muitos cientistas vêm na impressão 3D a possibilidade de eliminar as filas de transplante e oferecer maior qualidade de vida para os seus pacientes. Para produzir esses órgãos, espera-se que, no futuro, seja possível a produção de um material com células vivas e assim, a impressora possa trabalhar de forma biocompatível.

No nosso país, essa tecnologia ainda não é regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para que possam ser realizados experimentos em pacientes, é preciso enfrentar uma grande burocracia a fim de obter uma autorização especial. Hoje existe apenas a fabricação de partes do corpo em 3D para que possam ser utilizadas no pré-cirúrgico permitindo assim que o profissional possa fazer uma simulação antes do procedimento.

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