De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o número de pessoas com câncer cresce em 12,7 milhões todos os anos e 7,6 milhões morrem a cada ano. São números alarmantes e por trazer tanto prejuízo para a saúde e também para os cofres públicos, a ciência está empenhada em encontrar a cura para esse problema.

Os avanços da tecnologia na saúde estão a todo vapor e a novidade são os nanorobôs que ajudam a combater o câncer.

A tecnologia na medicina vem avançando a cada dia com o principal objetivo de encontrar a cura de diversas doenças como o câncer. Como ainda não se sabe se existe de fato um fator desencadeante ou se realmente são vários, muitos estão em busca da cura, ou seja, estão se esforçando para encontrar uma forma de frear o problema.

Quer saber um pouco mais sobre o assunto e descobrir como os nanorobôs funcionam? Então continue a leitura deste post e veja como os avanços na medicina podem ajudar milhões de pessoas!

Como o câncer se desenvolve?

A principal característica do câncer é o seu crescimento desordenado de células. Elas invadem diversos tecidos e começam a se espalhar pelo corpo causando prejuízos ao funcionamento dele. É a chamada metástase, tão temida pelos especialistas. Como elas se desenvolvem em uma velocidade muito grande, elas passam a ser consideradas agressivas pelo nosso organismo e tornam-se incontroláveis. São as chamadas neoplasias malignas.

Há também os tumores benignos. São chamados assim, pois dificilmente oferecem algum tipo de risco à saúde já que as células acabam formando um tecido que se parece muito com o do local e se multiplicam bem devagar. Outro ponto positivo é que elas não realizam metástase, evitando assim que o problema vá para outras partes do corpo.

As causas do câncer ainda são desconhecidas, ainda não é possível definir o que faz as células se multiplicarem de forma desordenada. Sabemos que vários fatores podem ser desencadeantes quando unidos. Por exemplo, temos o fator hereditariedade e outros de natureza ambiental, ou seja, os nossos hábitos: alimentação, uso de tabaco, alcoolismo, exposição ao sol em excesso medicamentos, fatores ocupacionais, entre outros.

Por que as células se multiplicam?

Ocorre uma modificação no DNA, uma parte da célula responsável por gerar informações sobre como o nosso corpo deve funcionar. Assim, se ela se modifica e começa a passar instruções erradas, então as células começam a se multiplicar também de forma errada. As alterações costumam acontecer em genes que, normalmente, ficam inativos em outras células, os proto oncogenes.

Como os nanorobôs combatem o câncer?

Alguns cientistas conseguiram descobrir como parar esse mecanismo danoso de multiplicação celular por meio da tecnologia. Os nanorobôs conseguem interromper o suprimento de sangue para as células cancerígenas. Sem os nutrientes e o oxigênio que chega por meio da corrente sanguínea, elas não conseguem sobreviver e morrem.

O grande trunfo desses nanorobôs é que eles conseguem selecionar as células defeituosas, ou seja, eles conseguem selecionar e atacar apenas as células que provocam o câncer. Assim, o tecido que estava se formando, morre. Além disso, eles também conseguem evitar a formação da metástase, impedindo o avanço da doença.

Eles são formados com base no DNA de células que atacam as cancerígenas. Os robôs são injetados na corrente sanguínea por via intravenosa e assim, trafegam pelo corpo a procura de problemas. Como ele foi feito a partir de um DNA específico, ataca apenas a células defeituosas.

Além de levar informações genéticas pré-determinadas, esses robôs foram construídos com base num sistema de origamis. Sendo assim, eles são dobráveis e se desdobram quando percebem que encontraram uma célula com câncer. Essa identificação ocorre por causa de uma substância encontrada apenas na superfície de células cancerígenas: o nucleolin.

Os robôs também carregam uma substância chamada trombina. Esta, por sua vez, é uma proteína que se forma a partir da protrombina e que tem como função principal converter o fibrinogênio presente no sangue em fibrina.

Todo esse mecanismo resulta em um processo muito importante para o corpo: a coagulação sanguínea. É dessa forma que os nanorobôs conseguem interromper o fluxo sanguíneo: eles coagulam o sangue na região evitando que a corrente sanguínea continue a passar pelo local. Todo esse processo ocorre de forma microscópica, sendo mil vezes menor que um fio de cabelo humano. Em apenas 24 horas é possível verificar que o tecido maligno foi danificado.

Essa tecnologia se desenvolveu graças à união dos cientistas da Universidade Estadual do Arizona com o Centro Nacional de Nanociência e Tecnologia localizado na China.

Há efeitos colaterais?

Outro grande benefício desse tipo de tratamento é o fato de não oferecer efeitos colaterais. Como apenas as células cancerígenas são atacadas, não é preciso se preocupar com outros tecidos do corpo, como quando acontece com os medicamentos. Não há nenhum dano para as o sistema sanguíneo ou para as células saudáveis que ficam mais próximas.

Os testes foram realizados em ratos e obtiveram sucesso no tratamento de câncer como o de mama, o de pulmão, o de pele e o de ovário. Também não foi registrada a presença dos nanorobôs no cérebro ou indo em direção a ele, local onde poderia haver estragos como um derrame, por exemplo.

Como estão os testes?

Esse projeto levou 5 anos para chegar ao estágio atual e ainda não foi feito com seres humanos, mas dezenas de ratos já foram testados e 9 porcos (animal que apresenta uma grande semelhança genética com o homem). Graças a esses testes, sabe-se que os nanorobôs podem ser aplicados a qualquer tipo de câncer, já que os vasos sanguíneos presentes nesse tecido são os mesmos.

O próximo passo é começar a testar em seres humanos e aperfeiçoar a tecnologia. Há ainda muito o que fazer antes que esse tipo de tratamento seja disponibilizado para a população, mas o controle do câncer está mais próximo do que nunca e, certamente, fará uma diferença significativa na saúde de milhões de pessoas.

Se for considerada, de fato uma técnica segura, pode revolucionar o tratamento para o câncer. Essa seria uma alternativa preferencial e os pacientes não teriam mais que recorrer à quimioterapia, um tratamento que causa inúmeros efeitos colaterais.

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