É de conhecimento geral que a profissão médica é um dos campos que mais demanda tempo dedicado à profissão e possui uma das rotinas mais turbulentas do mercado de trabalho.

Frente a isso, é indispensável uma boa gestão de tempo para manter tanto o bom fluxo de trabalho quanto uma qualidade de vida prazerosa. Aqui, iremos citar, alguns pontos-chave para uma melhor eficiência na rotina médica, desde os conceitos mais simples e gerais até pontos práticos e específicos que podem otimizar tanto o desempenho quanto o bem-estar pessoal desses profissionais.

  • Organização

Começando pelo trivial. Todos sabemos que a chave da boa performance está na boa organização. Agora imagine um profissional que realiza plantões em três diferentes hospitais, tem sua clínica, faz parte de determinado comitê pertencente à sua área, dá aulas na universidade e realiza consultas pelo serviço público uma vez na semana. Achou muito? Pois bem, essa é a realidade de grande parte dos médicos de nosso país. E não é difícil imaginar o grande caos que pode se tornar essa rotina sem uma minuciosa organização.

Falar em ser organizado é fácil, mas para quem não “nasceu” com hábito nato, é uma tarefa extremamente árdua. Então vamos a alguns pontos chaves.

1. Ser pontual – pois não existe nada que atrapalhe mais uma agenda lotada do que um atraso logo no início do dia.

2. Treinar a equipe – é muito difícil, para não dizer desumano, manejar e lembrar de tudo ao mesmo tempo, certo? Duas cabeças pensam melhor do que uma, três melhor do que uma, e por aí vai…

3. Prontuário Eletrônico – tão importante que abordaremos ele isoladamente mais à frente.

4. Agenda bem definida e de fácil acesso – quem pode até ser compartilhada com uma secretária ou a equipe de apoio já citada acima. Assim o profissional tem acesso à agenda a qualquer momento e ela ainda é manejada por outras pessoas.

5. Ser flexível – e se acontecer algum imprevisto? Sim, eles invariavelmente acontecerão, e a chave para manter-se organizado frente ao desvio do previsto é saber andar em curvas e lidar com a flexibilidade.

  • Métricas de Performance

Levantar informações e utilizá-las para o crescimento e sucesso é uma das maneiras mais inteligentes de se obter a eficiência. E é exatamente para isso que servem as Métricas de Performance, são mecanismos que possibilitam a coleta de dados sobre o desempenho de uma clínica médica, a nível operacional, clínico e financeiro. Vejamos abaixo alguns parâmetros úteis:

1. Satisfação dos pacientes

2. Duração das consultas e procedimentos

3. Número de pacientes novos

4. Número de cancelamentos/não comparecimentos

5. Número de pacientes que não marcam retorno

6. Faturamento

7. Eficiência administrativa

A partir desses dados, o profissional verá quanto está correspondendo às expectativas dos pacientes, sendo considerado essencial e indicado. Por fim, poderá determinar a saúde financeira de sua clínica e ter um negócio sustentável e progressivo.

  • Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP)

O prontuário eletrônico do paciente é uma tendência no mundo inteiro. No Brasil, o avanço de seu uso contribuiu para o aumento da proficiência de mais de 70% dos médicos, tanto que, segundo o governo, ele deverá chegar a todo o país na rede pública até 2018.

Falta de padronização, rasuras, ambiguidade, perda de informação e dificuldade na pesquisa são apenas alguns dos problemas que prontuários de papel destinam aos médicos e suas clínicas. O prontuário manual deve ser armazenado por pelo menos 20 anos, o que demanda não apenas espaço, mas um considerável porção de tempo para obter informações e possibilitar o atendimento de cada paciente.

Além de mais seguro, rápido e de mais fácil organização, o PEP também pode ser acessado de qualquer lugar (desde que haja autorização para isso). Assim, o profissional não precisa se dirigia até sua clínica ou hospital de trabalho para obter informações úteis de seu paciente, o que economiza tempo, esforço e quase que multiplica a efetividade quando o assunto é armazenamento e obtenção de dados.

  • Integração Interprofissional

Parece até um trocadilho, não é? Mas o que seria de cada profissionais sem uma boa relação pessoal com seus colegas e colaboradores? Bom, no mínimo mais difícil do que poderia ser.

O elemento principal, aqui, é conhecer bem e ter um bom relacionamento com profissionais que trabalhem próximos, tanto fisicamente quanto em área de atuação. Parece lógico, mas uma boa relação interprofissional pode ajudar a otimizar uma performance mais do que se pode imaginar.

Exemplos práticos? Bom, começando pela enfermagem, um bom relacionamento com esses profissionais não só deixa o ambiente de trabalho muito mais leve e agradável como também que tanto as condutas médicas sejam levadas com rapidez e eficácia ao paciente como o feedback do tratamento, sintomas e complicações também chegue ao médico. A conversa entre esses dois campos é de suma importância para um cuidado otimizado do doente.

Quanto aos colegas de profissão, o respeito mútuo só tem a agregar em ambos os lados. Tanto na questão de indicação de pacientes, como nas necessidades diárias da prática médica: um paciente que precisa de uma avaliação de outro especialista, um plantão que precisa ser trocado, um atraso que precisa ser cobrido, a lista é longa.

  • O Efeito Hawthorne

Por fim, um tema um tanto controverso. O “Efeito Hawthorne” refere-se ao fenômeno no qual indivíduos mudam ativamente seu comportamento quando sabem que estão sendo observados e monitorados. Parece um tanto estressante, não é? Mas aparentemente é muito efetivo.

Nos Estados Unidos, por exemplo, os hospitais recebem credenciamento por meio de inspeções surpresas no local feitas pela The Joint Commission (TJC). Costumam ser períodos de alta pressão para demonstrar conformidade com as melhores práticas.

Foi realizado um estudo durante 4 anos (2008-2013) para avaliar se existe um melhor desfecho quando há tal controle. E os resultados? Sim, existe. A mortalidade média baixou de 7,21% (nos períodos sem acompanhamento) para 7,03% (nos períodos de inspeção). Parece um número insignificante, mas quando o assunto é mortalidade, acredite, faz toda a diferença.

A explicação vem de que, durante aos períodos de inspeção, profissionais, além de ficarem mais focados, realizavam com mais frequência comportamentos simples, como a higiene das mãos, que por si só já diminui expressivamente o número de infecções nosocomiais.

Aparentemente a educação pelo medo ultrapassa os períodos de infância. Vale o estresse? Para o paciente, aparentemente sim. E se vale para o paciente, bom, isso reflete apenas mais uma válida medida de eficiência médica.

Leituras complementares:

http://blog.iclinic.com.br/dicas-de-gestao-tempo-para-medicos/

Conheça as 10 principais métricas de performance de uma clínica

Prontuário eletrônico do paciente pode facilitar sua rotina e fidelizar mais pacientes

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