“Um fato inexorável que a gente vê em todos os outros setores é que a digitalização vai acontecer com certeza absoluta” – são palavras de José Cláudio Terra, diretor de inovação do Hospital Albert Einstein.

A mudança rumo à digitalização da indústria atinge praticamente todo os segmentos econômicos e seu impacto não se restringe apenas ao ao desempenho das corporações. Na área da saúde, a tecnologia digital tem se mostrado cada vez mais como uma grande aliada tanto no desempenho de profissionais da saúde quanto na facilidade de acesso e informação da população.

Uma grande característica dos avanços tecnológicos, não apenas na saúde, mas especialmente nessa área é seu crescimento exponencial. Cada descoberta não apenas se soma à próxima, mas sim multiplica, ou melhor, é elevado à sua potência.  Um exemplo dessa propriedade é o caso do genoma humano: o genoma foi planejado para ser transcrito em 15 anos. Ao final do 14º ano, Craig Venter, bioquímico e empresário, só havia atingido1% do total. Ele desistiu? Não. No ano seguinte finalizou os 99% restantes e por um preço mais barato.

A redução de custos é outra característica da digitalização na saúde. Ao mesmo tempo em que a tecnologia cresce exponencialmente, ela fica mais barata em igual velocidade, como gráficos opostos. Esses dois fatores somados fazem com que o setor chamado “Health Tech” seja um dos mais promissores atualmente.

  • O Ensino – Realidade Aumentada

Começando pela base, a digitalização da saúde já tem início no aprendizado. Aqui, a realidade virtual sai do limite dos jogos e ganha um papel importante na formação médica, simulando, procedimentos, peças anatômicas, entre outras situações que médicos e estudantes de medicina podem se deparar em sua vida futura.

 Para ilustrar, temos a startup Medroom, a qual criou simuladores realistas com ambientes específicos para que o usuário possa, por exemplo, simular um procedimento cirúrgico. Essa tecnologia, além de funcional, permite reduzir custos de aulas práticas e criar ambientes mais realistas, que tradicionalmente não são tão fidedignos com a realidade, como o uso de animais ou cadáveres.

  • Os Médicos – Inteligência Artificial

A mente humana é, de fato, a “máquina” mais fascinante já estudada e incompreendida que há. Contudo, ela é antes de tudo humana, e possui suas limitações. Muitas vezes encontrar a solução correta para determinada situação requer repetições de tentativa e erro, o que normalmente traz prejuízos tanto ao paciente quanto ao custo para o hospital.

Pensando nisso, a inteligência artificial entra como ferramenta para ajudar e otimizar o raciocínio e trabalho médico. Um dos exemplos mais conhecidos na área é um software de big data chamado Watson Health, desenvolvido pela IBM. Ele armazena o máximo de dados não apenas de estudos, mas também de bases de dados de pessoas ao redor do mundo, tornando suas informações mais fidedignas e com menos viés. A partir das informações contidas, ele consegue comparar comorbidades semelhantes e levar a diagnósticos mais precisos.

  • As Instituições – Digital Health

Digital Health é um dos campos que mais tem ganhado espaço dentro de clínicas e hospitais nos últimos anos, tanto no serviço público quanto no privado.

Ela nada mais é do que o uso de aplicativos, softwares, entre outros, para acompanhar de perto o atendimento e seguimento dos pacientes. Dessa forma, temos uma medicina mais personalizada, com menor risco de ineficiências, maior qualidade e menor custos. Muitas vezes, através desses programas, o paciente pode enviar diretamente dados para seu médico, recebendo indicações para seu caso específico em muito menor tempo do que da maneira tradicional.

  • Os Pacientes – Wearables

Os wearables pendem mais para o campo da medicina do cuidado da saúde, e não da doença. São acessórios que podem ser usados no dia-a-dia, como relógios ou pulseiras, voltados para o incentivo ao exercício físico, medição de passos, frequência cardíaca, dentre outras variáveis que acabam por estimular o paciente a manter um estilo de vida mais saudável.

  • Tendências e Mudanças

De início, a evolução tecnológica na saúde era focada em produtos, investindo em melhorias para equipamentos, máquinas, exames, etc. Com a evolução e o passar to tempo, a digitalização da saúde tem se focado cada vez mais no paciente e em sua relação com o médico.

Os objetivos se voltam para a obtenção de uma medicina personalizada pontual, com foco no relacionamento entre pessoas, muito mais próximo do que se trata o conceito geral de saúde.

Todas essas mudanças deixam de lado a medicina focada na doença e na cura e traz o conceito da medicina dos quatro P’s: Preditiva, Preventiva, Proativa e Personalizada.

A medicina preditiva é aquela que leva em consideração a individualidade de cada paciente e prediz seu risco de desenvolver uma condição, como fatores genéticos (história familiar da doença), ambientais (fumo, sedentarismo) e tenta fazer com que o paciente adote medidas específicas para prevenir determinada comorbidade.

Já a medicina preventiva é mais geral, estimulando uma melhoria no estilo de vida dos indivíduos a fim de que as doenças crônicas mais prevalentes (diabetes, hipertensão, obesidade) não apareçam e tragam consigo subsequentes comorbidades. É o caso dos wearables, que fazem com que o indivíduo inclua pequenos desafios em seu dia-a-dia (como atingir determinado número de passos) e controle sinais vitais importantes (como pressão arterial e frequência cardíaca) mais de perto.

A medicina proativa é aquela em que médico e paciente permanecem em contato relativo após a consulta. A relação deixa de ser algo pontual e o atendimento pode ter continuidade, melhorando a comunicação, adesão ao tratamento e esclarecendo pontos importantes ao paciente que muitas vezes surgem após a realização da consulta. É aqui que a parte da Digital Health tem grande papel a fim de possibilitar essa intercomunicação de maneira simples e eficaz.

Por fim, todos se somam a medicina personalizada, onde o indivíduo não é mais visto como “mais um paciente”, mas sim com a atenção voltada a suas características próprias: genética, hábitos, doenças e condições prévias, histórico familiar e todas as condições particulares relevantes à seu quadro atual.

Recebemos e geramos informações a cada minuto, em velocidade tão exponencial quanto os avanços que a tecnologia tem tomado na área da saúde. Tudo é afetado pelas inovações, desde a prevenção de doenças pela leitura do genoma até a relação entre médico e paciente.

Tanto já é possível decodificar o DNA e prever com antecedência quando um epiléptico terá uma convulsão, na área da doença propriamente dita, como também médicos passarão a ter um relatório diário sobre seus pacientes, que terão uma comunicação direta com eles, na área de relações em saúde. Em mesmo cenário, temos softwares otimizando e potencializando o trabalho de profissionais desse ramo.

São revoluções adotadas pela medicina que já fazem ou estão dando os primeiros passos para fazerem parte do dia-a-dia do campo da saúde. E da mesma maneira com que crescem na base de multiplicação, também multiplicam os benefícios trazidos tanto para pacientes quanto para os profissionais que optam por abraça-las.

Para mais:
http://revistagalileu.globo.com/Caminhos-para-o-futuro/Saude/noticia/2016/10/os-beneficios-da-saude-digitalizada.html
https://conteudo.startse.com.br/tecnologia-inovacao/isabela/inovacao-einstein/ http://saudebusiness.com/noticias/hospital-digital-niveis-de-digitalizacao/ http://portalhospitaisbrasil.com.br/digitalizacao-transformara-atendimento-a-saude/

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